Todos que estivemos presentes na última formação do encontro, vivemos uma experiência muito forte e nova de oração! Onde pudemos experimentar a efusão do Espírito ou a renovação dela, e pudemos testemunhar tudo aquilo que Deus fez.Portanto a proposta nessa semana é que possamos começar a compreender melhor aquilo que Deus tem realizado no nosso meio, e vai continuar realizando, não apenas até a concretização desse encontro, mas também depois durante as perseveranças e demais missões as quais o Senhor irá nos chamar.
Compreender aqui não significa um saber humano e teórico, mas um saber do coração, um conhecimento íntimo da vontade de Deus. Nessa semana somos convidados a mudar a linguagem da cabeça, para linguagem do coração, não se trata de fazer um esforço pra entender o que quer dizer aquela moção, aquele sentimento, aquele desejo, aquela imagem, mas de aprender a saborear profunda e interiormente o momento da oração.
É também um convite a escuta, é permitir mais que Deus venha falar a nós do que nós nos dirigirmos a Deus, é um tempo de discernimento profundo, e este discernimento necessita silêncio e escuta.
Esses dois movimentos de vivência na oração se dão na solidão. Solidão que não significa total e completo abandono, mas sim estar só em Deus (Soli Deum). Solidão que gesta a intimidade com Deus da qual todos necessitamos. Desta solidão precisa brotar em nós uma verdadeira solidez, uma força interior que nos permita ser fortes e sinceros diante dos desafios que se apresentam a nós que temos fé. E a solidez fundamentada em Deus gera solidariedade aos irmãos, que se dá através dos dons, em especial o principal: o amor! E neste tripé: solidão - solidez - solidariedade, se fundamenta uma vida cristã que compromete, que vem de encontro ao nosso comodismo.
Coloquemo-nos então como discípulos missionários, que ficam como Maria de Bethânia, aos pés de Jesus ouvindo o que Ele tem a dizer, ficando com a melhor parte. Mas que também nos leva a atitudes concretas de solidariedade e amor com os que mais precisam: de amor, de Deus, de pão.
Na segunda e na terça, a proposta é que nos encontremos com a promessa do Espírito Santo presente no antigo testamento para que desejemos ser encontrados por esse Espírito, na quarta vemos Jesus que também promete enviar-nos o Paráclito, e promete que faremos obras ainda maiores que as que ele fez, por meio do Espírito Santo. Na quinta lemos nas palavras de São Paulo aos corintios um pedido para que desejemos os dons espirituais, em especial ao dom da profecia, ao qual devemos realmente desejar para edificar aos irmãos. E na quinta voltamos no momento em que ele nos revela o maior dom: o AMOR, sem o qual os demais são apenas alegorias.
Graça: Senhor que o meu coração deseje cada vez mais os dons espirituais.
Segunda: 09/07 - Joel 3, 1-5
Terça: 10/07 - Isaias 44, 1-8
Quarta: 11/07 - João 14, 12-21
Quinta: 12/07 - I Corintios 14,1-19
Sexta: 13/07 - I Corintios 13,1-13
Sábado: 14/07 - Repetição
MOÇÕES: ou movimentos interiores, são sentimentos que brotam em nosso coração durante a oração, surgem numa palavra que provoca em mim alegria, confiança, paz, fé, ou ao contrário, tristeza, desconfiança, resistência. É preciso estar atento e relatar esses movimentos. Nesta semana postarei um pouco mais a respeito das moções, que são a chave para um discernimento espiritual maduro.
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