domingo, 22 de julho de 2012

5ª Semana da Formação Espiritual

Tema: "A Imagem de Deus o criou"


"Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim". (Jean-Paul Sartre)


Muitas vezes na vida passamos por situações difíceis de sofrimento e dor, e não sabemos explicar a fonte desse sofrimento, muitos culpam a negligência de Deus nestes acontecimentos, outros vão procurar em outras doutrinas uma explicação, ou até se iludem com a falsa promessa de que é possível parar de sofrer.
Mas a partir do momento em que o pecado entrou no mundo, e tomou conta da existência humana, passamos então a ser marcados pela consequência desses pecados, deixando muitas vezes frutos de traumas, falta de confiança, medo do futuro, ou muitas vezes nos tornando frios e cruéis diante do sofrimento do outro.
Essas marcas começam a se imprimir em nós desde o momento da concepção, é comprovado cientificamente, que os sentimentos da mãe, afetam o bebê já na barriga. Alegrias, lágrimas, brigas e etc. Tudo o que as nossas mães sentiram na gravidez, esse sentimento também nos marcou de alguma maneira, e assim continua após o nascimento e na primeira infância, são acontecimentos dos quais nós não nos recordamos, mas que muitas vezes nos afetam diretamente, situações de abandono, de falta de carinho ou repressão, são capazes de gerar jovens e adultos inseguros, tristes, deprimidos e doentes.
Sendo assim poderíamos pensar que estamos todos mal, uma vez que não podemos controlar os acontecimentos da nossa vida, os imprevistos podem  acontecer na nossa vida, trazendo dor e sofrimento. Mas há algo que nada disso pode mudar, nós seres humanos fomos criados a Imagem e Semelhança de Deus em liberdade para decidirmos o nosso futuro, portanto não interessa quais os sofrimentos pelos quais eu já passei, quantas vezes não fui reconhecido e tudo mais. Eu posso usando da minha liberdade agir contrário a tudo o que tende a me prender, e ser então aquele que eu quero ser e se a minha opção é ser santo, eu ainda posso contar com a força de Deus e do seu Espírito Santo.
Ao processo de perdão e de aceitação da história pessoal, nós damos o nome de cura interior que é um processo que pode ter seu cume em diversos momentos, em especial na oração, que me leva a sair de mim, na vivência do amor fraterno e do perdão, e principalmente no sacramento da confissão, que é onde cancelamos todos os efeitos negativos de nossa história e somos chamados a começar novamente.
É preciso acolher a história pessoal com amor, até mesmo os erros, as dores e traumas, precisam ser acolhidos e ordenados para que eu seja santo, e ser santo implica em viver com atitudes de amor.
Essa semana começaremos com dois textos de Isaías, no primeiro  Deus nos convida a não mais ficar lembrando ou sentindo saudade das cosia antigas, porque o Senhor nos promete obra nova, no segundo somos chamados a acolher mais uma vez o amor e o cuidado de Deus que tudo cura, e nos chama a uma missão. Na quarta-feira vou me deparar com a Sogra de Pedro, que uma vez curada fisicamente se põe a servir, posso me colocar no lugar dela imaginando quais as situações da minha vida que me tornaram febril. Na quinta-feira vemos que podemos contar com os amigos na passagem do paralitico, que primeiro recebe a cura interior (seus pecados estão perdoados) e em seguida é chamado a caminhar, mais uma vez o convite é pedir a cura. Por fim rezaremos sobre as bem aventuranças, lembrando que independente de qualquer coisa, somos chamados a ser felizes, mas a partir dos valores do evangelho.
Boa Oração.


Graça: "Senhor, que todo o meu coração, minha mente e meu querer, sejam ordenados para o seu querer e vontade"


Segunda: 23/07 - Isaias 43, 18-21
Terça: 24/07 - Isaias 44, 1-8
Quarta: 25/07 - Mateus 8, 14-15
Quinta: 26/07 - Lucas 5, 17-26
Sexta: 27/07 - Mateus 5, 1-12
Sábado: 28/07 - Repetição



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Perdão no Espírito de Jesus

"Dieu ne peut que donner son amour notre Dieu est tendresse" (Taizé)
"Deus só nos pode dar seu amor, nosso Deus é ternura" (Taizé)

Sabemos que Jesus sempre perdoa nossas faltas, é um Deus imenso na misericórida. Sua misericórdia é gratuita, mas é necessário que eu vá buscá-la, seja no sacramento da confissão, seja na conversão do coração. Mas a partir do momento em que permito ser perdoado por Deus, é exigido de mim também um compromisso: Perdoar os que me ofenderam, e orar pelos que me perseguem (cf. Mt 5,43). É nessas colocações de Jesus que começam a nascer as exigências do Evangelho, que muitas vezes na nossa humanidade se tornam impossíveis, podemos porém pedir a Jesus que nos dê a graça de aprender a perdoar, de aprender dele que é manso e humilde de coração.
Esse método vem ajudar-nos a nos colocar em contato com o criador, e pedir a graça de perdoar alguém que nos tenha ofendido. É ideal que se tire meia-hora hoje para particarmos essa oração com todo coração, não é tão simples e fácil quanto parece, mas os frutos se mostram eficazes ao fazer essa oração. Sigamos os passos, motivados pelas demais leituras propostas nesta semana, e perdoemos aqueles que nos ofendem. Boa Oração!

  • 1º Passo: Procuro um lugar silencioso, o coloco uma música tranquila (o canto abaixo pode ajudar) Ponho-me na presença de Deus e silencio o meu coração. Acalmo os meu sentimentos, respiro prufunda e lentamente. Imagino Jesus próximo, a minha frente ou sentado ao meu lado, inicio com uma oração vocal que eu saiba de cor. Estou diante do meu Senhor que conhece o meu coração e me ama.
  • 2º Passo: Peço a presença do Espírito Santo. Faço uma oração pedindo que ele venho até mim e me ensine a rezar. Peço a graça que desejo alcançar: "Jesus que eu aprenda a perdoar meu irmão, como tu o fazes".
  • 3º Passo: Trago a memória alguém que me ofendeu e que eu tenha dificuldade de perdoar. Apenas percebo os sentimentos que me surgem ao imaginar essa pessoa: indiferença, raiva, arrependimento, amor, desejo de se reconciliar. Imagino então Jesus diante dessa pessoa, como ele a trata? Ele a abraça? O que Ele diz a ela? Fico imaginado esse encontro dessa pessoa com Jesus, lembrando que Jesus é apenas amor e não julga ou aponta erros mas acolhe, imagino esse Jesus que só nos pode dar seu amor.
  • 4º Passo: Peço a Jesus que me ajude a sentir por aquela pessoa o amor que Ele sente, enetão me torno um com Jesus, e vou ao encontro da pessoa com a imaginação. Abraço essa pessoa e começo no Espírito de Jesus a dizer a ela, palavras de perdão e amor, se puder posso dizer em voz alta: "Eu te perdoo", "Eu te amo", "Eu te desejo todo bem", "Eu rezo por você", etc. A cada frase repetida, dê um tempo, permita que essa frase penetre no seu coração como água na esponja, mesmo que haja resistência no seu coração. Entre uma frase e outra deixe períodos breves de silêncio, e a cada repetição, ou nova frase, torne esse espaço de silêncio cada vez maior até que só reste o silêncio.
  • 5º Passo: Encerre a sua oração, se despedindo de Jesus e dessa pessoa. Reze um Pai Nosso.
  • 6º Passo: Terminada a oração, anote no seu caderno, como foi essa oração, como me sinto agora? Quais foram os apelos de Jesus? Ele me pediu que fizesse algo? Tome nota também dos seus sentimento durante a oração, como cheguei e como saio agora? Anote mais coisas que parecerem interessantes.
Este método quer ser uma ajuda para nos levar a orar. Ele apenas nos leva até a porta de entrada da oração, o que ocorre depois é mistério, coisa do Senhor, preciso me deixar conduzir. Pode ajudar ouvir um refrão meditativo como esse abaixo.

 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

4ª Semana da formação espiritual

Tema: "Senhor quantas vezes devemos perdoar?"


O perdão é uma chave capaz de abrir as portas do coração mais endurecido. Através do perdão, deixamos as mágoas para trás e se abre diante de nós uma via nova, é possível nascer aí algo diferente e belo que só Deus é capaz de realizar.
Quando Adão e Eva pecaram, esse pecado trouxe para a humanidade consequências terríveis, nos levando principalmente a uma vida distante do Criador, Jesus então o novo Adão vem e se encarna, para que na sua morte ele possa ser o sacrifício perfeito que nos livra do pecado e da morte. A partir daí podemos então entrar na lógica de um perdão que é gratuito, basta aceitar.
Neste processo de perdão a Tradição da Igreja nos presenteou com um sacramento maravilhoso: da reconciliação. Podemos de maneira simples e singela, dizer a um sacerdote que pecamos, e ele em persona christi (agindo na pessoa de Cristo), nos perdoa. É possível então zerar tudo, ganhar novamente uma folhar em branco e reescrever a nossa história sobre a ótica do Amor.
Mas a nossa natureza pecadora cairá novamente, então podemos voltar ao sacerdote, confessar mais uma vez, e então recebermos mais uma vez a chance de acertar mais do que na última. Este é um ciclo que nos acompanhará por toda a vida, e é importante lembrar que uma vez confessado um pecado, ele para de ter influencia sobre a nossa vida e história. Não faz mais sentido lembrarmos ou nos sentirmos culpados pelo que já passou.
Porém uma das consequências do pecado é o desamor, é a incapacidade de colocarmos o amor como motor de nossas relações, sendo assim ferimos as pessoas, e somos também feridos. Essa ferida em nosso coração muitas vezes culmina na mágoa contra alguém que errou conosco. Mas a verdade é que se formos comparar as ofensas que as pessoas nos fazem, com as ofensas que fazemos a Deus, com certeza temos uma dívida muito maior com o Senhor.
Foi por isso que Jesus nos conta a parábola do servo que devia muito ao Rei, e foi perdoado de sua dívida, e quando viu um semelhante que lhe devia uma pequeno valor ele não hesitou em coloca-lo na cadeia. O Rei ao saber disso tratou então de lançar este servo ingrato na cadeia também. É assim conosco também, quando nos recusamos a perdoar quem nos ofende.
Perdoar o outro é reconhecer que somos todos pecadores, erramos sempre e constantemente, e não raras vezes tentando acertar. Perdoar é o mesmo que dizer: "Você é pecador? Tamo junto!". Mas daí pensamos, perdoar é difícil, eu vejo aquela pessoa e o meu desejo é de me vingar, de vê-la sofrer e pagar o que me fez,e não de declara-la inocente. Sim nosso orgulho ferido age assim, mas há um segredo no processo de perdão: Perdão não é sentimento, perdão é decisão. Eu preciso me decidir a perdoar aquela pessoa, pois corro o risco de viver preso na mágoa que me impede de caminhar na minha vida pessoal e espiritual. Nessa decisão nos ajuda a oração, é preciso ser humilde e ver que não basta o esforço pessoal para o perdoarmos. Podemos então confiar em Jesus, pedir a Deus a graça de perdoar quem nos ofendeu. Perdoar uma vez pode não parecer o bastante, mas se eu me decidi, eu posso constantemente dizer interiormente: "eu perdoo".
Outra coisa necessária nesse processo é a maturidade para entender, que não se muda sentimento por via direta, não adianta brigar com a mágoa que se instalou. É preciso CONFIAR na graça e Deus e pedir que no momento oportuno sejamos libertos, eu e quem me ofendeu, da culpa de um erro cometido.
Essa semana os textos propostos nos levarão a entender um pouco a lógica do perdão, mas entender interiormente, porque na verdade a lógica de declarar inocente que é culpado é com certeza uma "ilógica". Na segunda vamos ler o texto da parábola do servo cruel citada na formação. Na terça veremos quão grande é a misericórdia de Deus diante do que o profeta diz a David após ele ter cometido um terrível pecado. Na quarta é momento de pedir perdão a Deus com coração confiante rezando com o Salmo que David escreveu nesta situação e na quinta seremos motivados a perdoar quem nos ofendeu por meio das palavras de São Paulo aos Efésios. Por fim na sexta haverá uma novidade essa semana, fiquem atentos porque por que no decorrer da semana irei propor um método de oração que nos ajudará a dar o perdão a todos os que nos ofenderam, imprimindo em nós os sentimentos de Jesus. E no Sábado como de costume é tempo de repetição, de buscar diante de Deus colher os frutos de um coração mais leve e reconciliado.


Graça: "Senhor que eu me sinta perdoado por ti, e dessa forma possa perdoar também o meu irmão"


Segunda: 16/07 - Mateus 18, 21-35
Terça: 17/07 - II Samuel 12, 1-12
Quarta: 18/07 - Salmo 50 (51)
Quinta: 19/07 - Efésios 4, 25-32
Sexta: 20/07 - Perdão no Espírito de Jesus
Sábado: 21/07 - Repetição


Confissão: Ajudará muito também no processo de perdão quem procurar essa semana após um profundo exame de consciência o sacramento da reconciliação. Após confessar diante do sacerdote nossos pecados, nos vemos mais fortes para enfrentar as situações de pecado com mais confiança.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A desolação


Vimos como as moções são todo movimento interior, impulso, atração da “alma” que aparecem sobretudo na oração, mas também a partir da vida, dos acontecimentos e de situações eclesiais e sociais. Como experiências espirituais concretas podem preceder ou acompanhar uma escolha, uma decisão e também decorrer dela como confirmação.
             Chamamos às moções boas de consolação e às moções más de desolação. Ninguém é culpado por ter más moções. Como as boas moções, as más moções também surgem sem esperar, acontecem. São reações interiores diante da Palavra de Deus. Costumamos achar que se nos sentimos mal na oração é porque não rezamos, o que não é verdade! Você rezou sim! Isso só indica que está havendo moções interiores. Santo Inácio dizia que se não há nenhum movimento na oração, algo está errado. A desolação também é fruto da oração. Se não se sente nada enquanto se reza, deve-se verificar se está rezando de modo conveniente.
             A Desolação é “obscuridade da alma, perturbação, incitação a coisas baixas e terrenas, inquietação proveniente de várias agitações e tentações que levam à falta de fé, de esperança e amor, achando-se a alma toda preguiçosa, tíbia, triste e como que separada do seu Criador e Senhor.” (EE 317)
             Vejamos outras características da desolação:
             - É experiência de crise, de torpor, de esvaziamento interior progressivo. É impulso para baixo, para o terreno.
          - É desânimo, pessimismo, desconfiança, aridez, desamor, frieza, ressentimento, temor, confusão, silêncio de Deus.
            - É toda frieza diante de Jesus Cristo.
            - É sentir que a mudança é impossível, por perda de confiança em si mesmo.
            - É perda de interesse pelos outros, para o serviço.
           - É experiência existencial, tudo está em desarmonia, desunificado, desintegrado.
        A desolação é também um estado interior intenso, fora do normal, perceptível, que repercute nos outros níveis da pessoa: afetivo, mental, corporal. Uma pessoa desolada sente sua afetividade ferida se intensificar, amargurada, confusão de idéias, apavorada, mal-estar físico, preguiça, pesada, mal-estar e desconfiança com os outros.
             Não se deve confundir a desolação com a depressão. A desolação tem origem numa situação interna, se dá na oração, no confronto com a Palavra de Deus, refere-se ao sentido da vida, aponta para a frente, para o novo, para o desafio. A depressão é provocada por uma situação externa, por alguém ou por uma frustração, uma derrota, minando as forças da pessoa, isolando-a, desanimando-a. A desolação está no nível da fé, a depressão está no nível afetivo. A desolação faz referência ao futuro, a depressão faz referência ao passado. A desolação pode se aproveitar de uma depressão, somar-se a um estado afetivo frágil.
             Quando certas desolações são constantes ao longo de uma caminhada, podem indicar resistências e conflitos diante de um possível convite ou chamado de Deus.  Se a pessoa está buscando sinceramente o Senhor e a vocação pessoal e sente confusão interior, inquietação, tristeza..., apesar da busca sincera, significa que algo não está bem com respeito à escolha. Com efeito, a doação a Deus e aos irmãos sempre deixa a pessoa intimamente satisfeita, apesar do sacrifício que exige.
             Deus nos ensina através da desolação. Ela pode ser lição do Senhor! 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A Consolação


“Temos este tesouro em vasos de barro...” (2Cor 4,7)
             
Discernir significa “conhecer” as emoções, os sentimentos, que acontecem em uma pessoa concreta. Por isso você deve se conhecer, ter um conhecimento amplo de si mesmo. O confronto com a Palavra de Deus na oração deve ajudar nessa tarefa, “porque a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4,12-13).  
             Essa Palavra atinge o coração, a fonte... Quando atinge o coração, algo acontece. Diante desta Palavra o nosso coração reage. Vêm as reações ou movimentos interiores. Ninguém fica neutro a estas. Elas podem ser: paz, perturbação, tristeza, ânimo, secura, inspiração, luz, medo, insegurança, confusão, atração por Deus... Tudo isso são moções.
             Santo Inácio divide as moções em boas e más. Chama de consolação às moções boas, que nos conduzem para Deus. Chama de desolação às moções más, que nos afastam de Deus.
             Deus se manifesta nas moções, como pequenos toques... Se há moções sempre presentes, aí há algo de Deus. As moções são a linguagem do coração. Devemos ir atrás das moções persistentes. As outras, que vem e vão, devemos desprezá-las.
             Tanto a consolação como a desolação nascem do coração e repercutem nos outros níveis da pessoa: afetivo, mental, corporal. A consolação é movimento de expansão para fora, vem de dentro e se alarga. Uma pessoa consolada sente sua afetividade tranquila, sem feridas, as idéias em ordem, a cabeça leve, o corpo leve, solto, tranquilo, uma melhor relação com os outros...
             A Consolação é um estado de ânimo forte, intenso, além do normal, perceptível. A pessoa percebe sem saber o porquê. Não é algo rápido, mas é algo que tem duração. No entanto, não se pode reter. Do mesmo modo que aparece pode ir embora. Não temos domínio sobre a consolação, não conseguimos repetí-la. Cada consolação é única, porque é graça de Deus. Ele dá a quem quiser e quando quiser. Ela é dom, não é conquista pessoal. Ela vem, entra e sai quando quer. Devemos pôr os meios para acolhê-la, buscá-la, mas não a provocamos. Para cada pessoa a consolação é única e cada uma a capta de um modo diferente.
             Não se deve confundir a consolação com estados eufóricos. A consolação é interior, silenciosa, calma, centrada em Deus e nos outros. O estado eufórico é exterior, ruidoso, o centro é a pessoa voltada para si mesma. No entanto, pode se transformar o estado eufórico numa consolação, levando-o  da exterioridade para a interioridade, na oração,  no confronto com a Palavra de Deus. Apesar dos conceitos serem pobres e frágeis para definir a consolação, podemos elencar algumas de suas características:
             - Ela é todo movimento interior que deixa a pessoa cheia de confiança em Deus, de afeição por Jesus e de abertura para os outros. É impulso para o alto, para o bem.
            - É toda alegria interior que eleva e atrai a pessoa para as coisas celestiais e para a sua salvação, tranquilizando-a e pacificando-a em seu Criador e Senhor.
            - É paz, alegria, confiança, ânimo, experiência do amor de Deus e do sentido da vida...
            - É experiência de uma presença íntima, pessoal, de ser amado gratuitamente.
            - É experiência existencial, tudo está em harmonia, unificado, integrado....
            - É sensação de liberdade, de que o melhor de nós vem à tona...
          Quando certas consolações são “constantes” ao longo de uma caminhada, e concordam com experiências semelhantes, anteriores, então as consolações tornam-se indicação ou confirmação importante para conhecer a Vontade de Deus sobre uma pessoa. Se na sua oração ou na sua vida (comportamento, modo de ser, etc), você experimenta consolações ao se orientar para uma certa vocação específica, pode ter a certeza de que essas moções, se foram constantes, indicam a voz do Senhor que chama. Sentir em si, profunda e constantemente, a consolação ao escolher algo para o serviço do Senhor, da Igreja e do Mundo por causa do Evangelho, pode ser considerado como um convite que Deus faz.

Fonte: Onde está o teu coração? - Exercícios Espirituais para Jovens Inquietos

segunda-feira, 9 de julho de 2012

3ª Semana da Formação Espiritual

Tema: Envia teu Espírito Senhor, e renova a face da Terra.


Todos que estivemos presentes na última formação do encontro, vivemos uma experiência muito forte e nova de oração! Onde pudemos experimentar a efusão do Espírito ou a renovação dela, e pudemos testemunhar tudo aquilo que Deus fez.
Portanto a proposta nessa semana é que possamos começar a compreender melhor aquilo que Deus tem realizado no nosso meio, e vai continuar realizando, não apenas até a concretização desse encontro, mas também depois durante as perseveranças e demais missões as quais o Senhor irá nos chamar.
Compreender aqui não significa um saber humano e teórico, mas um saber do coração, um conhecimento íntimo da vontade de Deus. Nessa semana somos convidados a mudar a linguagem da cabeça, para linguagem do coração, não se trata de fazer um esforço pra entender o que quer dizer aquela moção, aquele sentimento, aquele desejo, aquela imagem, mas de aprender a saborear profunda e interiormente o momento da oração.
É também um convite a escuta, é permitir mais que Deus venha falar a nós do que nós nos dirigirmos a Deus, é um tempo de discernimento profundo, e este discernimento necessita silêncio e escuta.
Esses dois movimentos de vivência na oração se dão na solidão. Solidão que não significa total e completo abandono, mas sim estar só em Deus (Soli Deum). Solidão que gesta a intimidade com Deus da qual todos necessitamos. Desta solidão precisa brotar em nós uma verdadeira solidez, uma força interior que nos permita ser fortes e sinceros diante dos desafios que se apresentam a nós que temos fé. E a solidez fundamentada em Deus gera solidariedade aos irmãos, que se dá através dos dons, em especial o principal: o amor! E neste tripé: solidão - solidez - solidariedade, se fundamenta uma vida cristã que compromete, que vem de encontro ao nosso comodismo.
Coloquemo-nos então como discípulos missionários, que ficam como Maria de Bethânia, aos pés de Jesus ouvindo o que Ele tem a dizer, ficando com a melhor parte. Mas que também nos leva a atitudes concretas de solidariedade e amor com os que mais precisam: de amor, de Deus, de pão.
Na segunda e na terça, a proposta é que nos encontremos com a promessa do Espírito Santo presente no antigo testamento para que desejemos ser encontrados por esse Espírito, na quarta vemos Jesus que também promete enviar-nos o Paráclito, e promete que faremos obras ainda maiores que as que ele fez, por meio do Espírito Santo. Na quinta lemos nas palavras de São Paulo aos corintios um pedido para que desejemos os dons espirituais, em especial ao dom da profecia, ao qual devemos realmente desejar para edificar aos irmãos. E na quinta voltamos no momento em que ele nos revela o maior dom: o AMOR, sem o qual os demais são apenas alegorias.


Graça: Senhor que o meu coração deseje cada vez mais os dons espirituais.


Segunda: 09/07 - Joel 3, 1-5
Terça: 10/07 - Isaias 44, 1-8
Quarta: 11/07 - João 14, 12-21
Quinta: 12/07 - I Corintios 14,1-19
Sexta: 13/07 - I Corintios 13,1-13
Sábado: 14/07 - Repetição


MOÇÕES: ou movimentos interiores, são sentimentos que brotam em nosso coração durante a oração, surgem numa palavra que provoca em mim alegria, confiança, paz, fé, ou ao contrário, tristeza, desconfiança, resistência. É preciso estar atento e relatar esses movimentos. Nesta semana postarei um pouco mais a respeito das moções, que são a chave para um discernimento espiritual maduro.

Um sopro de Deus do seu AMOR!!!



As formações com toda a equipe do Barco a Vela entram em recesso agora para as reuniões de equipe!!! Mas essa música aí nos embalou bonito em todas as formações... Portanto cantemos: tenho beleza, tenho valor!!!

domingo, 8 de julho de 2012

Pregação Aspirai os Dons Espirituais!!

Pra quem quiser baixar a pregação do Padre Jonas Abib pra ouvir! Clique aqui!!!

Aspirai aos dons espirituais


           Corinto era uma cidade portuária muito grande, rica, movimentada, de muito comércio. Ao mesmo tempo, era pagã,cidade de muita degradação e depravação.
           Corinto era uma Sodoma, uma Gomorra. Tanto que as matronas de Corinto, as damas importantes da cidade, quando recebiam os seus hóspedes, achavam que era natural, até mesmo de bom tom, dormir com eles.

           Mas o Evangelho entra com muita unção em Corinto: e é impressionante que Paulo tenha ido para Corinto depois do seu fracasso em Atenas. Ele fracassou no Areópago ateniense, indo em seguida para Corinto, muito humilde, muito simples. Foi aí que a unção do Senhor penetrou naquela cidade e a transformou.
           São Paulo escreveu duas importantes cartas aos Coríntios. Abra sua Bíblia na Primeira Epístola aos Coríntios 1,1-7:


"Paulo, chamado a ser apóstolo de cristo Jesus pela vontade de Deus, e Sóstenes, o irmão, à Igreja de Deus que está em Corinto, aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos com todos os que invocam em todo lugar o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso; a vós, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Dou graças a Deus sem cessar a vosso respeito, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus. Porque nele fostes cumulados de todas as riquezas, todas as da palavra e todas as do conhecimento. É que o testemunho prestado de Cristo se confirmou em vós, de tal modo que não vos falta nenhum dom da graça, a vós que esperais a revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo".
           Não faltava dom algum à comunidade de Corinto. O objeto da carta é pôr as coisas no lugar, acabar com os desvios e abusos cometidos.

           Já no início, Paulo fala das divisões da comunidade. Vai apontar no cap. 3 a verdadeira causa das dissensões. No cap. 5, o que está escrito no título é: "Um caso de imoralidade". Havia escândalos na comunidade, e qual é o primeiro deles? Um caso de imoralidade. Estamos diante de uma comunidade com graves problemas!
           Mas, não obstante todos esses problemas comunitários, não faltava dom algum. Justamente porque aquela comunidade tinha problemas, Deus dispusera que lá também estivessem todos os dons, porque se tratava de uma comunidade que veio do paganismo, da corrupção, da depravação. Era preciso que não lhe faltasse do algum, para que homens, mulheres e jovens fossem evangelizados. Era preciso que estivessem cheios do Espírito Santo.


"É ele também que vos confirmará até o fim, para que sejais irrepreensíveis no Dia de Nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Cor 1,8).

           Hoje o Senhor quer que as sodomas e gomorras que são as nossas cidades, que as "coríntios" que são as nossas cidades, sejam mergulhadas no Espírito Santo, que não lhes falte dom algum, enquanto aguardam a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

           Era isso que Paulo dizia naqueles tempos. Hoje o Senhor está à porta.

"Entra Senhor Jesus".
           Ele está perto, muito perto mesmo. Claro que, para Deus, mil anos são como um dia, e um dia são como mil anos. Por isso é que se faz necessário que estejamos suficientemente convertidos.

           E enquanto aguardamos a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos dos dons do Espírito para a nossa transformação pessoal. A noiva precisa estar preparada para quando o esposo chegar. A noiva é a Igreja, a noiva somos nós, reunidos hoje. A noiva não é uma pessoa, a noiva é um corpo. A noiva somos nós que fomos trazidos da rua para a sala do banquete. Deus foi nos buscar nas encruzilhadas da vida e nos trouxe para sala do banquete da festa do seu Filho que está para chegar. Somos a noiva aguardando o esposo.
           Há ainda muitos irmãos na rua. Somos enviados a buscá-los. Nosso trabalho é trazer irmãos para a sala do banquete, para que todos aqueles que são do Senhor e querem aceitar o seu convite venham. Façamos esse trabalho, por nossos irmãos machucados e feridos, amarrados, presos, escravizados pelo inimigo. Escravizados a todo tipo de pecado, vícios e prisões. Prisões da mente, dos corações, da incredulidade. Para que eles possam vir, são necessários os dons, e todos os dons. Os dons são ferramentas com as quais libertaremos nossos irmãos.
           Os dons são ferramentas. Na nossa própria casa, há gente morrendo de sede, sede de Deus. Gente morrendo de fome, fome de Deus. Gente, dentro de sua casa, que talvez durma na sua própria cama. Que dorme junto com você, mas está morrendo de fome, de sede. Nós não podemos negar ajuda a esses irmãos. Você não pode negar a seu marido, esposa, filhos, aos seus pais, a sua mãe, o poder do Espírito Santo; eles necessitam Dele.
           Não nos será possível livrar nossos irmãos só com o nosso trabalhinho, com a nossa exortação. Se não for pelo poder do Espírito Santo, por meio dos dons do Espírito, não o conseguiremos.
           No cap. 12 da Primeira Epístola aos Coríntios, S. Paulo vai falar claramente a respeito dos dons. Uma vez que não faltava dom algum àquela comunidade, era possível falar sobre eles:


"A respeito das manifestações do Espírito, eu não quero,
irmãos, que fiqueis na ignorância" (1 Cor 12,1).
           Eles já tinham os dons espirituais, mas era preciso que os conhecessem. No cap. 14, S. Paulo insiste:

"Procurai o amor; aspirai às manifestações espirituais, sobretudo à profecia" (1 Cor 14,1).
           Este versículo é muito precioso, porque S. Paulo é claro: "Procurai o amor". Claro que temos de procurar o amor, o dom mais importante. Mas vejamos a continuação:
"Aspirai às manifestações espirituais".
           "Aspirai", este termo é a chave da questão. Tanto quanto é preciso procurar o amor, é preciso aspirar aos dons espirituais.
           Com o mesmo empenho com que se procura o amor, é preciso aspirar às manifestações do Espírito. "Aspirai às manifestações espirituais", diz S. Paulo. Queiram-nas, busquem-nas, tanto quanto procuram o amor.
           Alguns, com falsa humildade, dizem: quero praticar o amor ao próximo na forma de caridade porque sou uma pessoa boa, santa. Não preciso de dons espirituais, de carismas, sou uma pessoa humilde, quero continuar humilde. Não se trata disso. É ingenuidade, ou orgulho, pensar que é possível, sem ferramenta alguma, salvar os irmãos. Sabemos que para salvar os que estão soterrados sob os escombros deste mundo precisamos buscar todos os dons espirituais.
           Não temam os dons!

Fonte: "Aspirai aos dons espirituais", Pe. Jonas Abib, Edições Loyola

*Atenção: O link possui além do texto original links com textos sobre cada Dom seria interessante durante essa semana estudarmos os carisma!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Eu sou apenas um lápis nas mãos de Deus. É ele que escreve.


Esta frase é de Madre Tereza de Calcutá. Linda, não é? O que Deus gostaria de escrever a respeito da sua vida? Qual é o sonho de Deus para você? É bom lembrar que Deus tem um projeto amoroso para cada um de nós, desde toda eternidade. Quando Deus nos criou, ele nos criou à sua imagem e semelhança. Será o que Deus quis expressar com estas encantadoras palavras? Uma resposta adequada vai na linha da paixão amorosa que Deus tem para cada um de nós. Ele nos quer semelhantes a ele. Veja! Deus é louco de amor por você.
Ele não é apenas o mais famoso escritor; ele é o mais excelente orador. E sua Palavra é Jesus Cristo e é através do Verbo Eterno, na força do Espírito Santo, que ele fala e sua palavra é criadora. Foi através de sua Palavra que ele criou todas as coisas: o universo com todas as suas galáxias, todos os sistemas solares, este lindo planeta azul, que chamamos “Terra” e também o ser humano, que foi criado à sua imagem e semelhança. Percebemos com a fala ou a escrita de Deus ainda mais, ou seja, que ele não é apenas um orador, mas o mais excepcional dos poetas. Você é um poema de Deus, escrito com o mais requintado gosto e arte.
Os santos foram pessoas dóceis que se comportaram como um lápis nas mãos do Pai e permitiram que Deus escrevesse sua história. Deus escreve nossa história sem intervir em nossa liberdade. Quando nós, quais crianças no colo do Pai, deixamos que ele nos conduza, Deus se enternece e nos enche de ternura, carinho, afeto e amor. Seu Filho Jesus deixou-se completamente embalar pelas mãos do Pai. Por isso, o Pai, depois do batismo do Filho, encheu-o do seu Espírito Santo e disse-lhe: “Tu és o meu Filho amado; em ti está o meu agrado”. O Filho foi todo do Pai e o Pai todo do Filho. O Filho deixou que o Pai escrevesse toda a sua história. Por isso, ele é “o resplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser”, o seu maior poema de amor. Nas mãos do Pai, o Filho não quis viver para si mesmo, mas para todos nós, concedendo-nos, com a doação de sua vida, a graça da filiação divina, tornando-nos filhos adotivos do Pai misericordioso. Agora somos coerdeiros com o Filho Amado. No Filho, o Pai nos doou tudo. Doou-se a si mesmo. Quem acolhe esta verdade no coração não quer viver para si mesmo para os seus irmãos, pois é nisto que consiste o amor, que flui do coração do Pai.
Os santos se distinguem de nós pela sua docilidade nas mãos do Pai. Não procuraram fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai. O sonho do Pai é que cada um de nós se torne um poema de amor escrito por ele. Assim o fez Tereza de Calcutá. Assim o fizeram os santos de todos os tempos. Assim o fez São João Batista, o padroeiro da nossa diocese, cuja festa celebraremos dia 24 deste mês de junho. Todos nós somos chamados a ser santos, a realizar, na doação de nossas vidas, o projeto do Pai.
Renuncie-se a si mesmo meu irmão e minha irmã, torne-se um lápis nas mãos do Pai e deixe que ele transforme sua vida num lindo poema de amor, escrito com tintas de luz.

Dom Emanuel Messias de Oliveira
Bispo de Caratinga (MG)

domingo, 1 de julho de 2012

2ª Semana da Formação Espiritual

Tema: Despertar o Sonho, sonhar com Jesus!


"Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai" (João 15, 15)

Podemos dizer sem erro, que o primeiro a sonhar foi Deus.
Lá no princípio da criação, Deus por amor, decidiu criar o homem, e sonhou com a humanidade, sonhou conosco! E é maravilhoso pensar assim, descobrir essa verdade eterna de que Deus nos cria por amor, mas mais importante é entender e acolher uma outra verdade: Deus nos cria para...
E é assim incompleto mesmo, porque existe uma missão que é pessoal, uma vida que só você é capaz de viver, ser uma revelação de Deus que somente você consegue ser. Deus tem um projeto, um plano, um sonho pra você e pra mim.
Porém quando falamos da vontade de Deus, duas posturas erradas podem ser tomadas, a primeira, consiste em acreditar na visão pagã de destino, que diria que cada um tem já uma história escrita como se vivêssemos uma eterna novela. Essa visão vai contra a doutrina da Igreja que diz que "Deus criou-nos como pessoas livres e quer a nossa liberdade para podermos optar de todo o coração pelo bem [...]"¹. Portanto, seria correto dizer como o poeta: "Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz!"
Outra postura errônea seria a de alguns grupos cristãos que dizem que a vontade soberana de Deus tem que ser seguida, sobre o risco de uma grande condenação as profundezas do inferno. É claro que a vontade de Deus é caminho de felicidade para todos nós, mas Ele não é um tirano com uma vontade imutável que tem que ser seguida a todo custo, pelo contrário é um Deus amoroso, que nos convida a um relacionamento com Ele, e nos convida a fazermos a nossa história ao lado dele, mas livres capazes de decidir.
Chegamos então a conclusão de que Deus sonha com os nossos sonhos, ama com o nosso coração, constrói com as nossas mãos. E isso deve sempre e cada vez mais nos alegrar, porque fomos chamados por Ele a sermos participantes na criação. Mas toda e qualquer intervenção realizada pelo homem sem o auxilio de Deus é extremamente limitada, como é a nossa própria natureza, mas com o auxílio do Senhor podemos ir sempre mais longe porque firmamos com Deus uma parceria.
Logo, precisamos criar em nós espaços para um relacionamento com Deus, para que partilhemos juntos de nossos sonhos e anseios mais profundos. Neste relacionamento não apenas nós dizemos para Deus nossos anseios, o que esperamos d'Ele, mas Ele também diz para nós o que anseia e espera de nós.
E é este o convite dessa semana, que nos abramos para os sonhos de Deus, para aprender a desejar o que Deus deseja juntinho com Ele. Os textos dessa semana são fortes e provocativos, e vem no sentido de despertar em nós um desejo de mais, de ir mais longe, de fazer tudo para a maior glória de Deus!
Na segunda-feira vamos nos encontrar com o jovem Josué, que após a morte de Moisés, é chamado por Deus a missão de conduzir o povo para que entre na terra prometida, nos demais dias, veremos profecias que foram proferidas para o povo de Israel e seus reis, mas a palavra de Deus é antiga e sempre nova, e fala a nós também, por isso convido você ao ler alguns desses textos trocar alguns nomes próprios (como Israel, Josué entre outros) pelo seu próprio nome, e note o que se passa nos eu coração ao perceber a palavra de Deus sendo proferida diretamente para você.


Graça a ser pedida: "Senhor que eu me descubra criado, desejado, e enviado para uma missão!"


2ª Feira - Josué 1, 1-7
3ª Feira - 2 Samuel 22, 17-32
4ª Feira - 2 Crônicas 32, 7-8
5ª Feira - Daniel 10, 19
6ª Feira - Ageu 2, 4-9
Sábado - Exercício de Repetição


BOA ORAÇÃO!


Fonte: ¹ Youcat - 286


Dica: Nãos se esqueça de anotar ao final da oração quais são os sentimentos e apelos mais fortes que surgiram, essa anotações quando lidas em sequência, nos ajudam a perceber para onde a vontade de Deus tem apontado. Mesmo quando a oração é dificil ou não flui, anotar pode nos ajudar a perceber a fonte dessa dificuldade. Portanto é importante ter um caderno para anotar!