"Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim". (Jean-Paul Sartre)Muitas vezes na vida passamos por situações difíceis de sofrimento e dor, e não sabemos explicar a fonte desse sofrimento, muitos culpam a negligência de Deus nestes acontecimentos, outros vão procurar em outras doutrinas uma explicação, ou até se iludem com a falsa promessa de que é possível parar de sofrer.
Mas a partir do momento em que o pecado entrou no mundo, e tomou conta da existência humana, passamos então a ser marcados pela consequência desses pecados, deixando muitas vezes frutos de traumas, falta de confiança, medo do futuro, ou muitas vezes nos tornando frios e cruéis diante do sofrimento do outro.
Essas marcas começam a se imprimir em nós desde o momento da concepção, é comprovado cientificamente, que os sentimentos da mãe, afetam o bebê já na barriga. Alegrias, lágrimas, brigas e etc. Tudo o que as nossas mães sentiram na gravidez, esse sentimento também nos marcou de alguma maneira, e assim continua após o nascimento e na primeira infância, são acontecimentos dos quais nós não nos recordamos, mas que muitas vezes nos afetam diretamente, situações de abandono, de falta de carinho ou repressão, são capazes de gerar jovens e adultos inseguros, tristes, deprimidos e doentes.
Sendo assim poderíamos pensar que estamos todos mal, uma vez que não podemos controlar os acontecimentos da nossa vida, os imprevistos podem acontecer na nossa vida, trazendo dor e sofrimento. Mas há algo que nada disso pode mudar, nós seres humanos fomos criados a Imagem e Semelhança de Deus em liberdade para decidirmos o nosso futuro, portanto não interessa quais os sofrimentos pelos quais eu já passei, quantas vezes não fui reconhecido e tudo mais. Eu posso usando da minha liberdade agir contrário a tudo o que tende a me prender, e ser então aquele que eu quero ser e se a minha opção é ser santo, eu ainda posso contar com a força de Deus e do seu Espírito Santo.
Ao processo de perdão e de aceitação da história pessoal, nós damos o nome de cura interior que é um processo que pode ter seu cume em diversos momentos, em especial na oração, que me leva a sair de mim, na vivência do amor fraterno e do perdão, e principalmente no sacramento da confissão, que é onde cancelamos todos os efeitos negativos de nossa história e somos chamados a começar novamente.
É preciso acolher a história pessoal com amor, até mesmo os erros, as dores e traumas, precisam ser acolhidos e ordenados para que eu seja santo, e ser santo implica em viver com atitudes de amor.
Essa semana começaremos com dois textos de Isaías, no primeiro Deus nos convida a não mais ficar lembrando ou sentindo saudade das cosia antigas, porque o Senhor nos promete obra nova, no segundo somos chamados a acolher mais uma vez o amor e o cuidado de Deus que tudo cura, e nos chama a uma missão. Na quarta-feira vou me deparar com a Sogra de Pedro, que uma vez curada fisicamente se põe a servir, posso me colocar no lugar dela imaginando quais as situações da minha vida que me tornaram febril. Na quinta-feira vemos que podemos contar com os amigos na passagem do paralitico, que primeiro recebe a cura interior (seus pecados estão perdoados) e em seguida é chamado a caminhar, mais uma vez o convite é pedir a cura. Por fim rezaremos sobre as bem aventuranças, lembrando que independente de qualquer coisa, somos chamados a ser felizes, mas a partir dos valores do evangelho.
Boa Oração.
Graça: "Senhor, que todo o meu coração, minha mente e meu querer, sejam ordenados para o seu querer e vontade"
Segunda: 23/07 - Isaias 43, 18-21
Terça: 24/07 - Isaias 44, 1-8
Quarta: 25/07 - Mateus 8, 14-15
Quinta: 26/07 - Lucas 5, 17-26
Sexta: 27/07 - Mateus 5, 1-12
Sábado: 28/07 - Repetição





